Começar gratuitamente 14 dias grátis
Códigos QR 5 min

QR code ou NFC na sala: que tecnologia escolher para dar acesso à carta

NFC ou QR code na sala? Compatibilidade, custo por mesa e durabilidade: a comparação concreta das duas tecnologias.

NFC e QR code não fazem o mesmo trabalho

Um QR code é uma imagem. O cliente abre a câmara, enquadra o quadrado a preto e branco e toca na notificação. Uma placa NFC é um chip colado por baixo de um suporte rígido: basta aproximar o telemóvel a menos de 4 cm e a página abre de imediato.

A diferença real são dois ou três segundos. Não é nada de desprezar num almoço com 90 refeições, mas não é isso que decide a sua escolha. O verdadeiro critério é a percentagem de clientes que chega mesmo à sua carta à primeira tentativa.

Como funciona uma carta com tecnologia NFC

O chip não guarda a sua ementa. Contém um URL, ou seja, algumas centenas de bytes. O telemóvel alimenta o chip por indução, lê a ligação e carrega a página a partir da internet. Sem pilhas, sem manutenção e sem qualquer subscrição associada ao próprio suporte.

Que chip NFC escolher para digitalizar a carta

Três referências cobrem praticamente todas as utilizações na restauração. A escolha faz-se pela memória disponível e pela distância de leitura.

  • NTAG213: 144 bytes, suficiente para um URL curto, cerca de 0,30 € por unidade em quantidade.
  • NTAG215: 504 bytes, o padrão para uma placa personalizada com logótipo.
  • NTAG216: 888 bytes, útil se codificar várias opções no mesmo chip.

Opte por um chip com suporte antimetal se o for colocar numa mesa de zinco ou num expositor metálico. Sem essa camada, a leitura torna-se imprevisível.

Como programar um chip NFC

É mais simples do que parece. Basta uma aplicação gratuita como o NFC Tools: escolhe a função Escrever, o registo URL, cola a ligação da sua carta e aproxima o chip. Conte trinta segundos por placa.

Bloqueie depois o chip em modo de leitura apenas. Sem esse bloqueio, qualquer cliente com o equipamento certo pode reescrever a ligação e redirecionar as suas mesas para a página que quiser.

A compatibilidade, o ponto que sai caro

Todos os telemóveis recentes leem NFC, mas não nas mesmas condições. No iPhone, a leitura em segundo plano funciona a partir do iPhone XS e do iOS 14; nos modelos anteriores, é preciso passar pelo centro de controlo. No Android, o NFC está por vezes desativado por predefinição nas definições.

O resultado na sala: uma parte dos seus clientes não consegue aceder à carta sem ajuda do empregado. O QR code, esse, só exige uma câmara a funcionar.

Numa esplanada de 40 lugares, um proprietário descreveu-nos o mesmo cenário três vezes por serviço: o cliente pousa o telemóvel na placa, não acontece nada, e o empregado tem de voltar para explicar. O QR code impresso logo por baixo resolveu o problema sem trocar de material.

Comparação: NFC ou QR code, linha a linha

CritérioQR code impressoPlaca NFC
Telemóveis compatíveisCerca de 100 %Cerca de 85 % em condições reais
Tempo de acesso à página5 a 8 segundos2 a 3 segundos
Custo por mesa0,10 a 2 € (cavalete)2 a 8 € consoante o suporte
DurabilidadeDesgaste do papel ou do acrílicoMais de 10 anos, resistente à água
Mudança de URLNova impressão, exceto em QR dinâmicoReescrita do chip
Leitura à distânciaSim, a partir da mesa ao ladoNão, o contacto é quase obrigatório

Que tecnologia para que sala

Tasca, cervejaria, rotação rápida

O QR code continua a ser o mais eficaz. Custa cêntimos, substitui-se numa tarde e funciona para toda a gente. Um cavalete de cartão trocado todos os trimestres chega perfeitamente.

Restaurante gastronómico e hotelaria

Aqui, a placa NFC ganha na apresentação. Uma placa em latão ou em madeira gravada, personalizada com as suas cores, fica melhor numa toalha branca do que um quadrado impresso. É também um bom suporte para uma carta digital de restaurante consultada antes do aperitivo.

Fast-food, praça de alimentação, take away

Os dois combinam-se. A placa ao balcão para o pedido, o QR code na embalagem para recolher avaliações Google depois da refeição.

O que conta mesmo é a página no fim da ligação

QR ou NFC, o cliente aterra na mesma página. É ela que faz a diferença na experiência e no ticket médio. Uma carta legível no telemóvel, com fotografias em alta definição e descrições a sério, vende mais do que um PDF onde é preciso fazer zoom.

Os seus clientes podem encontrar aí informações que o papel nunca leva: os alergénios prato a prato, a proveniência, a tradução. Atualiza um preço ou uma rutura em tempo real e a alteração fica visível em todas as mesas de imediato, sem reimprimir nada.

Este ponto pesa mais do que a escolha do suporte. Se ainda tem dúvidas sobre o interesse do processo, o nosso artigo sobre as razões para digitalizar a carta detalha as vantagens com números.

A nossa recomendação: comece pelo QR e acrescente o NFC

Comece por instalar o QR code em todas as mesas. É a solução mais barata, compatível com todos os aparelhos, e pode fazê-la evoluir facilmente. Um QR dinâmico permite-lhe mudar o URL sem mexer num único suporte.

Acrescente depois placas NFC nos pontos de maior valor: o bar, a receção, as melhores mesas. Oferece um acesso mais moderno onde ele se nota, sem perder os clientes cujo telemóvel não acompanha.

Esta abordagem mista raramente custa mais de 150 € numa sala de 30 mesas. Permite-lhe oferecer um serviço homogéneo, seja qual for o smartphone pousado na toalha.

Leia também

Ver tudo