NFC e QR code não fazem o mesmo trabalho
Um QR code é uma imagem. O cliente abre a câmara, enquadra o quadrado a preto e branco e toca na notificação. Uma placa NFC é um chip colado por baixo de um suporte rígido: basta aproximar o telemóvel a menos de 4 cm e a página abre de imediato.
A diferença real são dois ou três segundos. Não é nada de desprezar num almoço com 90 refeições, mas não é isso que decide a sua escolha. O verdadeiro critério é a percentagem de clientes que chega mesmo à sua carta à primeira tentativa.
Como funciona uma carta com tecnologia NFC
O chip não guarda a sua ementa. Contém um URL, ou seja, algumas centenas de bytes. O telemóvel alimenta o chip por indução, lê a ligação e carrega a página a partir da internet. Sem pilhas, sem manutenção e sem qualquer subscrição associada ao próprio suporte.
Que chip NFC escolher para digitalizar a carta
Três referências cobrem praticamente todas as utilizações na restauração. A escolha faz-se pela memória disponível e pela distância de leitura.
- NTAG213: 144 bytes, suficiente para um URL curto, cerca de 0,30 € por unidade em quantidade.
- NTAG215: 504 bytes, o padrão para uma placa personalizada com logótipo.
- NTAG216: 888 bytes, útil se codificar várias opções no mesmo chip.
Opte por um chip com suporte antimetal se o for colocar numa mesa de zinco ou num expositor metálico. Sem essa camada, a leitura torna-se imprevisível.
Como programar um chip NFC
É mais simples do que parece. Basta uma aplicação gratuita como o NFC Tools: escolhe a função Escrever, o registo URL, cola a ligação da sua carta e aproxima o chip. Conte trinta segundos por placa.
Bloqueie depois o chip em modo de leitura apenas. Sem esse bloqueio, qualquer cliente com o equipamento certo pode reescrever a ligação e redirecionar as suas mesas para a página que quiser.
A compatibilidade, o ponto que sai caro
Todos os telemóveis recentes leem NFC, mas não nas mesmas condições. No iPhone, a leitura em segundo plano funciona a partir do iPhone XS e do iOS 14; nos modelos anteriores, é preciso passar pelo centro de controlo. No Android, o NFC está por vezes desativado por predefinição nas definições.
O resultado na sala: uma parte dos seus clientes não consegue aceder à carta sem ajuda do empregado. O QR code, esse, só exige uma câmara a funcionar.
Numa esplanada de 40 lugares, um proprietário descreveu-nos o mesmo cenário três vezes por serviço: o cliente pousa o telemóvel na placa, não acontece nada, e o empregado tem de voltar para explicar. O QR code impresso logo por baixo resolveu o problema sem trocar de material.
Comparação: NFC ou QR code, linha a linha
| Critério | QR code impresso | Placa NFC |
|---|---|---|
| Telemóveis compatíveis | Cerca de 100 % | Cerca de 85 % em condições reais |
| Tempo de acesso à página | 5 a 8 segundos | 2 a 3 segundos |
| Custo por mesa | 0,10 a 2 € (cavalete) | 2 a 8 € consoante o suporte |
| Durabilidade | Desgaste do papel ou do acrílico | Mais de 10 anos, resistente à água |
| Mudança de URL | Nova impressão, exceto em QR dinâmico | Reescrita do chip |
| Leitura à distância | Sim, a partir da mesa ao lado | Não, o contacto é quase obrigatório |
Que tecnologia para que sala
Tasca, cervejaria, rotação rápida
O QR code continua a ser o mais eficaz. Custa cêntimos, substitui-se numa tarde e funciona para toda a gente. Um cavalete de cartão trocado todos os trimestres chega perfeitamente.
Restaurante gastronómico e hotelaria
Aqui, a placa NFC ganha na apresentação. Uma placa em latão ou em madeira gravada, personalizada com as suas cores, fica melhor numa toalha branca do que um quadrado impresso. É também um bom suporte para uma carta digital de restaurante consultada antes do aperitivo.
Fast-food, praça de alimentação, take away
Os dois combinam-se. A placa ao balcão para o pedido, o QR code na embalagem para recolher avaliações Google depois da refeição.
O que conta mesmo é a página no fim da ligação
QR ou NFC, o cliente aterra na mesma página. É ela que faz a diferença na experiência e no ticket médio. Uma carta legível no telemóvel, com fotografias em alta definição e descrições a sério, vende mais do que um PDF onde é preciso fazer zoom.
Os seus clientes podem encontrar aí informações que o papel nunca leva: os alergénios prato a prato, a proveniência, a tradução. Atualiza um preço ou uma rutura em tempo real e a alteração fica visível em todas as mesas de imediato, sem reimprimir nada.
Este ponto pesa mais do que a escolha do suporte. Se ainda tem dúvidas sobre o interesse do processo, o nosso artigo sobre as razões para digitalizar a carta detalha as vantagens com números.
A nossa recomendação: comece pelo QR e acrescente o NFC
Comece por instalar o QR code em todas as mesas. É a solução mais barata, compatível com todos os aparelhos, e pode fazê-la evoluir facilmente. Um QR dinâmico permite-lhe mudar o URL sem mexer num único suporte.
Acrescente depois placas NFC nos pontos de maior valor: o bar, a receção, as melhores mesas. Oferece um acesso mais moderno onde ele se nota, sem perder os clientes cujo telemóvel não acompanha.
Esta abordagem mista raramente custa mais de 150 € numa sala de 30 mesas. Permite-lhe oferecer um serviço homogéneo, seja qual for o smartphone pousado na toalha.














