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Tendências 8 min

6 tendências da restauração a seguir em 2026

A restauração atravessa um período de aceleração sem precedentes. Inflação, transição ecológica, IA, novas exigências dos clientes: seis tendências estruturais vão marcar 2026 e os anos seguintes. Ficam aqui quais são e como antecipá-las com tranquilidade.

1. A digitalização passa a ser a norma, não a exceção

Segundo um estudo da Food Service Vision publicado no final de 2025, 68 % dos restaurantes franceses já têm uma carta digital, pelo menos em parte. São mais 12 pontos do que em 2024. A este ritmo, o menu em papel será minoritário já em 2027.

O movimento deixou de ser puxado pelas cadeias e passou a ser conduzido pelos independentes, que estão a descobrir as vantagens: poupança de tempo, conformidade com os alergénios, versões em várias línguas. Veja também o nosso dossiê 7 razões para digitalizar a sua carta.

2. A sustentabilidade sai do discurso e passa aos atos

Em 2025 entraram em vigor várias leis: proibição definitiva do poliestireno, obrigação de separação na origem para todos os estabelecimentos abertos ao público, generalização da embalagem para levar as sobras. Já não chega uma palavra verde no site do restaurante.

Na prática, em 2026:

  • Nutri-Score de indicação voluntária, mas cada vez mais esperado nas cartas
  • Indicação obrigatória da origem das carnes e do pescado
  • Fornecimento local valorizado nos suportes dirigidos ao cliente
  • Pegada de CO2 indicada em alguns menus-piloto

3. A IA chega à cozinha e à sala

Não a IA de Hollywood que cozinha em vez do chefe. Mas a IA útil, nos bastidores:

  • Previsão de afluência: para ajustar as encomendas a fornecedores e os horários da equipa
  • Tradução da carta: IA gastronómica em mais de 30 línguas, com contexto culinário
  • Otimização do menu: sugestões de preços e de descrições
  • Resposta automática às avaliações: respostas personalizadas pré-redigidas
  • Deteção de alergénios: análise das receitas para identificar os ingredientes de risco

O QRMENUPRO já integra várias destas peças (tradução, alergénios, recomendações). Outras chegam ao longo de 2026.

4. As dark kitchens encontram o seu equilíbrio

Depois da euforia de 2020-2022 e da consolidação brutal de 2023-2024, o modelo dark kitchen (cozinhas fantasma, sem sala) está a estabilizar. Quem sobreviveu encontrou o seu nicho: cozinhas híbridas que combinam venda para entrega ao domicílio com um espaço físico partilhado.

O desafio de 2026 para os restaurantes tradicionais: decidir se criam a sua própria marca virtual de entregas para rentabilizar a cozinha nas horas mortas. Muitos tentam, com resultados desiguais — a margem na Uber Eats/Glovo continua magra.

5. A experiência conta mais do que o prato

Os estudos de comportamento confirmam-no: 71 % dos clientes com menos de 35 anos escolhem um restaurante pelo ambiente e pela história que conta, não apenas pela cozinha. O restaurante torna-se um lugar de convívio, um cenário para partilhar, uma atmosfera.

Consequências concretas:

  • Cuidado com a identidade visual, até no QR code e nos suportes da carta
  • Valorização de elementos do espaço (cozinha aberta, balcão, garrafeira)
  • Eventos temáticos mensais (vinhos, produtos regionais, chefe convidado)
  • Storytelling integrado na carta (origem dos produtos, história da casa)
"As nossas melhores noites em 2025 não foram as que tinham o melhor menu, mas as que tinham o melhor ambiente. Percebemos isso a olhar para as fotografias que circulam no Instagram." — Jade, restaurante em Bordéus

6. O multilingue já não é um extra

Com 100 milhões de turistas internacionais em 2024 e uma previsão de 110 milhões em 2026 (em parte graças ao turismo pós-Jogos Olímpicos de 2024), não ter uma carta em várias línguas passou a ser uma desvantagem comercial.

O mínimo aceitável deixou de ser "só inglês" e passou a "inglês + 3 a 5 outras línguas principais". Para aprofundar, leia o nosso artigo multilingue: porque é que 8 línguas chegam.

Como posicionar-se face a estas tendências

Não vale a pena correr atrás das 6 tendências ao mesmo tempo. O nosso conselho: escolha as que se alinham com a sua identidade e leve-as a sério até ao fim. Um restaurante rural tradicional pode perfeitamente manter-se no papel — desde que seja excelente no produto local e na experiência. Já um restaurante urbano tem de marcar presença na digitalização, no multilingue e na experiência.

A reter

  • Digitalização: 68 % dos restaurantes em 2025, rumo a 80 % em 2026
  • Sustentabilidade: do discurso aos atos (Nutri-Score, origens, CO2)
  • IA nos bastidores: tradução, previsão, alergénios
  • Dark kitchens: modelo estabilizado, complemento possível para os tradicionais
  • Experiência > só o prato: 71 % dos menores de 35 anos
  • Multilingue: deixa de ser extra e passa a padrão mínimo
  • Não fazer tudo — escolher 2-3 tendências alinhadas com a sua identidade

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